Mulheridades: Diante de cenário desafiador Psicologia e Direito debatem tema do feminicídio
- Dorisvan Lira | Dep. de Comunicação
O Brasil registrou, no último ano, uma média alarmante de quatro mortes de mulheres por dia. Foram 1.568 vítimas de feminicídio — crime definido pelo assassinato de mulheres em contextos de violência doméstica ou aversão ao gênero — além de mais de 3,7 milhões de casos de violência doméstica notificados em 2025. Diante desse cenário crítico, os cursos de Psicologia e Direito do Centro Universitário UniRios promoveram mais uma edição do projeto Mulheridades, com o tema: "Feminicídio como sintoma social: Diálogo entre psicologia e direito".
O evento, organizado pela Clínica-Escola de Psicologia, reuniu especialistas para uma análise profunda e multidisciplinar. A mesa de debate contou com a psicóloga Jandireide Alencar, a defensora pública Larissa Rolemberg e a diretora do conjunto penal feminino, Lívia Graciele. A condução das discussões ficou sob a responsabilidade dos acadêmicos Giovanna Meireles, Mércia Maria e Bruno, que mediaram a troca de saberes entre as convidadas e o público.
Vozes da Gestão e Parcerias
A importância da integração entre as áreas foi reforçada pelas coordenadoras Ana Patrícia Amaral (Psicologia) e Danilma Melo (Direito), que destacaram o papel da universidade na formação de profissionais sensíveis às questões de gênero. O evento contou ainda com a presença estratégica da Presidente da OAB - Subseção Paulo Afonso, que em um gesto simbólico pelo mês de março, reforçou a parceria institucional com o UniRios e o compromisso da Ordem na luta pela proteção dos direitos das mulheres.
Para Gleci Lima, coordenadora da Clínica-Escola, o debate vai além da teoria acadêmica:
"O feminicídio não é um fato isolado, mas o desfecho trágico de uma estrutura social que precisamos desconstruir diariamente. Integrar a Psicologia e o Direito no 'Mulheridades' é fundamental para que nossos alunos entendam que o acolhimento e a justiça devem caminhar juntos para romper o ciclo da violência."
O evento encerrou-se consolidando-se como um espaço vital de resistência e educação. Ao unir a análise jurídica das leis de proteção ao olhar humanizado da psicologia, o UniRios reafirma seu compromisso não apenas com a excelência acadêmica, mas com a transformação social. Iniciativas como o Mulheridades são o caminho para que as estatísticas de violência deixem de ser um registro cotidiano e passem a ser combatidas na raiz, através do conhecimento e da mobilização coletiva.
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